cinquanta tons de cinzaQuando Anastásia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja – mas em seus próprios termos.

Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso – os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família -, Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos.

Título: Cinquenta Tons de Cinza
Autor(a): E.L. James
Série: Cinquenta Tons de Cinza #1

Editora: Intrínseca
Ano: 2012
Páginas: 480

O QUE ACHAMOS:

GÊNERO: Chili Pepper-96

RESENHA

Vou fazer algo diferente nessa resenha, não só dizer sobre o livro e o que eu achei e sim explicar a todos de uma vez por todas. PORQUE EU NÃO GOSTO DESSE LIVRO.

Li 50 tons de cinza há uns 05 anos atrás, assim que começou toda a euforia por conta dele, logo fiquei tentada em saber por que todas azamigas queriam um Christian em sua vida e mais, queriam ser Anastasia Steele. Então para garfar de vez minha curiosidade eu li. E confesso que odiei, terminei o livro chorando e inconformada e demorei muito tempo para terminar a leitura da trilogia.

Hoje não veria mais o livro como péssimo, porque como relatei, ele me fez chorar de raiva, só com isso posso dizer que o livro mexeu comigo, de forma negativa, mas… sim me despertou sentimentos.

Agora anos depois posso dizer que essa história me tira da zona de conforto. Me deixa desconfortável em diversos níveis. Por isso vou tentar explicar.

Ana é uma garota virgem e inocente que aos 21 anos conhece o primeiro homem que lhe atrai. Até aí tudo normal. Uma estranha e irresistível atração surge e ela decide entrar em seu helicóptero, voar para outra cidade, onde, esse homem, lhe apresenta um contrato sexual e que a relação entre os dois será baseada no BDSM. E Ana o que faz? Fica espantada? Sai correndo? Enfarta? Nada…. ela simplesmente faz cara de paisagem, diz que vai pensar, mas faz um test drive antes.

– Não, Anastásia, não quero dizer isso. Em primeiro lugar, eu não faço amor. Eu fodo… duro. (Grey)

 

Fiquei boquiaberta. Fodo duro! Minha mãe. Isso soa tão… quente.

Eu realmente não entendi, esperava que ela fosse surtar, sair correndo, e então movidos pelo desejo, aceitaria até que ela considerasse a ideia. Mas eu não estava preparada para ver sua aceitação sem qualquer espanto, afinal é supernormal a relação que ele ofereceu né.

Christian Grey é um homem extremamente perturbado pelo passado, possui muitas cicatrizes do sofrimento. Lindo, rico, arrogante, controlador e muito ciumento. Uma combinação bombástica. Nunca se apaixonou, nunca se envolveu. Mas não sei por que, como nem em que momento se envolveu com a sem graça Ana.

Para muitas seu jeito pode até parecer sexy, mas para mim ele é doente. Confesso que ele vai se transformando ao longo do livro. Mas por misericórdia eu jamais me atrairia por um homem que sente prazer em me infringir dor e sofrimento. Só sendo também doente para querer isso.

O livro é todo narrado por Ana e seus pensamentos chatos. Mas nada me irritou mais do que ela conversando com a Deusa interior. Entenda que a tal Deusa seria um ser que habita em seu subconsciente bem consciente, porque ela conversa deliberadamente com a tal Deusa, que se tornou um personagem no livro. Um personagem muito chato e sem graça, mas é o que é.

Minha deusa interior não cabe em si, saltitando de um pé para o outro.  A expectativa paira pesada e portentosa sobre minha cabeça como a nuvem negra de uma tempestade tropical. (É SÉRIO ISSO?????).

Não posso deixar de mencionar a mordida no lábio. A primeira vez que foi mencionada eu até achei interessante, mas quando falada pela 10654112 vez eu queria rasgar o livro.

Imagina só uma pessoa que pretende mandar em sua vida, em sua comida, em sua roupa, em seus pensamentos, em sua alma. Essa é a proposta aqui. Um homem assim deve ser chato pra caralho de conviver. Nem o melhor sexo do mundo compensa a perda da liberdade. Só acho.

Para alguns deve ser prazeroso, mas para mim dor é sinônimo de sofrimento e por consequência estou saindo correndo.

Uma das razões pelas quais pessoas como eu entram nessa é o fato de gostarmos de sofrer ou de causar sofrimento. É muito simples. (Grey).

Meus argumentos parecem fracos, mas pensa no resumo do livro. Dois jovens que se conhecem se envolvem, se apaixonam sendo que em determinado momento o homem espanca a parceira e ela o abandona. Parece horrível né?

E é horrível mesmo. E eu fico me perguntando o porquê do fascínio por esse livro ou por esse homem.

Mas o que mais me incomodou nesse livro é a narração. Eu aceito o absurdo, o abominável, o inimaginável e até a ficção cientifica. Amo super heróis, sou apaixonada por contos de fadas. Então o irreal não é algo que me incomode. Então porque eu não gostei de 50 tons de cinza. Simples, porque a história foi muito mal escrita. Eu diria até que amadora. Sem uma grande problemática, o livro nos encharca com cenas de sexo em excesso, e pensamentos basicamente infantis de uma jovem que na verdade não sabe o que quer.

Por uma fração de segundo, ele parece de alguma forma perdido, e a terra se desloca ligeiramente sobre seu eixo, as placas tectônicas deslizando para uma posição nova. (HEIN?????)

Cansativo, repetitivo, mal escrito e incoerente, são alguns dos adjetivos do livro. Além do que a história é toda centrada nos personagens principais. Grey, Ana e não podemos esquecer-nos da tal Deusa irritante interior. Houve algumas tentativas débeis de introduzir outros personagens, que na verdade só deixaram a história mais sem sentido, porque tais personagens ficaram perdidos na história.

50 tons de cinza foi apresentado para o mundo como sendo um obra prima, que obviamente um ser superior o escreveu em um momento de clareza literária profunda. Mas o que eu li foi apenas um emaranhado de palavras medianas. Esse é o fenômeno do marketing. Parece coisa de politico, promete tudo, mas no final só faz o mínimo e no meio ficam as inúmeras mentiras.

Me irrita muito saber que esse livro é considerado pornô para as mamães. Sério? Coitada das mamães. Queridas, existem livros melhores com protagonistas realmente tentadores para ler. Não se iludam com esse livro…. rs.

Agora 05 anos depois de ter lido esse livro pela primeira vez, acabei de reler e posso afirmar que, continuo não gostando. Já não fiquei tão chocada. Consegui por alguns segundo simpatizar com o Grey…. mas passou rápido. Acho Ana extremamente carente e sem amor próprio. E a Deusa interior entrou para a lista dos meus personagens mais odiados. #Prontofalei.

Se Grey é um dos meus Crushs literários? Absolutamente não.

Se 50 tons de cinza está na minha lista de livros preferidos? Certamente que não.

Se Recomendo? MIL VEZES NÃOOOOOOOO

Romântica por natureza, choro, sofro e vivo as histórias e estou com uma vontade imensa de compartilhar essas emoções.

Posts Relacionados

PORQUE EU ODEIO CINQUENTA TONS DE CINZA
Classificado como:            

Um comentário sobre “PORQUE EU ODEIO CINQUENTA TONS DE CINZA

  • 8 de fevereiro de 2017 em 12:17
    Permalink

    Olha, apesar de eu ser uma fã da saga, gostei bastante da sua crítica. Quero reler os livros e vou tentar utilizando sua perspectiva tbm. rss

    Valeu!

    Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *