a-vinganca-da-amanteSally e Clive viviam uma grande paixão proibida. Por cinco anos, Sally orquestrou sua rotina de jornalista freelancer e mãe de dois filhos para conciliar suas obrigações com os encontros tórridos e casuais com Clive. Daniel, seu marido, nunca desconfiou que a mulher tivesse um caso com um amigo da família. Um dia, sem mais nem menos, o amante resolve pôr um fim ao relacionamento extraconjugal na tentativa de salvar o casamento de mais de vinte anos, mas Sally não aceita o término. Ela fica obcecada pelo amante e não tem ideia de que essa obsessão pode levá-la a um caminho sem volta. A vingança da amante expõe os efeitos colaterais de um caso amoroso de forma perturbadora.

Título: A Vingança da Amante
Autor(a): Tamar Cohen
Série: –

Editora: Record
Ano: 2014
Páginas: 336

O QUE ACHAMOS:

GÊNERO: Drama-96

RESENHA

Eu só quero o que é meu.

E se não posso ter o que é meu, vou tomar o que é seu.

Qual o limite de perturbação que um livro pode provocar em seu leitor? Eu preciso saber para impor alguns critérios de leitura pra mim, porque honestamente esse livro me deixou num estado de nervos próximo ao doente.

Não porque ele seja apaixonadamente irresistível, ou mesmo por ser incrivelmente doce ao ponto de me fazer apaixonar e sim por ser tão destrutivo e toxico que te faz desejar que ele não existisse. O livro é uma imensa confusão de fatos, bem estruturados com conteúdo muito contraditório que desperta tantos sentimentos que nem sei por onde começar.

Bem, é importante saberem que ele é um diário. Certo, podem pensar ué, todo livro escrito em primeira pessoa (ponto de vista) é uma espécie de diário. Mas não, lá nós lemos os pensamentos em tempo real, enquanto que aqui estamos lendo o diário físico mesmo. Aquele em que a pessoa descreve seu dia, depois dele ter acontecido, derramando suas memórias.

Em a Vingança da Amante mergulhamos nas memórias de Sally, que ao logo das páginas descreve as nuances de seu romance extra conjugal com Clive. Como foi desajeitado o primeiro encontro, as diversas escapadas e enfim o final trágico. Mas o mais marcante são as consequências, pós termino.

Só estou te avisando para ficar fora da minha vida, é só isso.

É só isso. Apenas ficar fora da sua vida.

Há alguns meses, eu era a sua vida.

Sally não se conforma com o fim, e por isso entra num espiral de sofrimento, numa depressão severa que chega a incapacita-la.

Sally é uma jornalista freelancer em meados dos 40 anos que teve um caso amoroso com um homem também casado. No inicio da leitura já conseguimos perceber o quanto ela está deprimida, mas com a evolução de seu relato a coisa vai ficando mais descontrolada e a perturbação é evidente. Sally chega a ficar desconectada da própria vida, espantoso, horroroso e muito angustiante ver sua derrocada.

Já Clive é um FILHO DA PUTA (isso mesmo em letras maiúsculas). Consigo entender todos os motivos que fizeram Sally pirar, ele prometeu amor eterno, jurou que a amava mais do que tudo, prometeu uma vida perfeita e cheia de felicidade, jurou que iria largar tudo pra ela e que ela seria a cinderela dos contos de fadas. Obvio que ele não cumpriu com nada e de um dia para o outro terminou tudo e ainda passou a ameaçar ela. Que ódio desse homem.

Aonde foi parar aquele Clive? Existe algum universo paralelo em algum lugar povoado inteiramente pelas pessoas que imaginamos conhecer por dentro e por fora – até que, de repente, elas se transformam em pessoas inteiramente diferentes? Um lugar para as pessoas que eram antes que suas personalidades fossem abduzidas e os alienígenas tomassem conta do corpo delas?

Sei que Sally também teve culpa e tal, mas sejamos justos ela pagou caro por sua infidelidade. Sofreu, perdeu tudo, e foi bom ler o final, posso descrever que foi algo para me deixar mais leve, porém não satisfeita.

Lembra como você professava odiar essa palavra, “caso”?  “Não é assim que me sinto a seu respeito” falava. “Me sinto casado com você”

Não posso deixar de falar de Daniel, marido de Sally, ora que homem mais passivo diante de tudo, é até estranho falar sobre isso uma vez que ele “era uma vítima” porém o home era muito encostado e acomodado com tudo, sempre passivo mesmo diante dos piores cenários. Affff fiquei com ódio.

O final foi uma decepção. Isso mesmo, me decepcionei. Achei muito rápido, muito superficial e não explicou quase nada. Precisei ler duas vezes para entender as entrelinhas. Mas agora depois de um tempo que terminei a leitura consigo entender melhor esse final. Mantenha em mente que estava lendo um diário, então: rápido porque Sally já não precisava mais desabafar escrevendo em seu diário. Superficial porque não havia mais necessidade de aprofundar, os fatos falam por si só. E por fim a falta de explicação, que agora me parecem geniais, vez que abrem um leque para milhões de alternativas, assim que eu espero que seja o futuro de Sally.

As poucas palavras do final me deixaram sem palavras, não esperava esse desfecho, até porque gostaria que tivesse feito jus ao título do livro.

Isso soa como um clichê, mas acredito que para realmente conhecer o que é o amor, mesmo a paródia mais grotesca de amor que o nosso caso se tornou, é preciso primeiro conhecer o fim do amor. O amor, como a felicidade, é um sentimento que só pode ser experimentado por completo em retrospecto.

Tenho que derramar meus elogios a Autora que conseguiu transmitir todas as emoções possíveis, os personagens são tão reais que parece que conheço todos eles e a qualquer momento irei cruzar com algum deles na rua ou em algum outro lugar e poder perguntar:

. – Eae Sally, como você está?

– Nossa Daniel, você me surpreendeu…. ou mesmo

– Clive seu FDP, odeio você. (eu falaria isso mesmo, pode acreditar….rs.)

O mais incrível é que, como estava lendo o diário de Sally, conforme sua perturbação ia ficando mais severa, a escrita ia ficando por vezes até desconexa e sem sentido, refletindo a mente doente da protagonista. Genial.

Agora eu precisava muito saber o ponto de vista de Clive, a Autora poderia ter escrito um bônus, sei lá, porque minha curiosidade está atingindo níveis épicos só de imaginar os porquessssss.

 

 

Se Recomendo??? SIMMMMMMMM

Romântica por natureza, choro, sofro e vivo as histórias e estou com uma vontade imensa de compartilhar essas emoções.

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