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a rosa e a adagaA esperada continuação de A Fúria e a Aurora, inspirado no clássico As mil e uma noites Sherazade chegou a acreditar que seu marido, Khalid, o califa de Khorasan, fosse um monstro. Mas por trás de seus segredos, ela descobriu um homem amável, atormentado pela culpa e por uma terrível maldição, que agora pode mantê-los separados para sempre. Refugiada no deserto com sua família e seu antigo amor, Tariq, ela é quase uma prisioneira da lealdade que deve às pessoas que ama. Mas se recusa a ficar inerte e elabora um plano. Enquanto seu pai, Jahandar, continua a mexer com forças mágicas que ele ainda não entende, Sherazade tenta dominar a magia crescente dentro dela. Com a ajuda de um tapete velho e um jovem sábio e tempestuoso, ela concentrará todas as suas forças para quebrar a maldição e voltar a viver com seu verdadeiro amor.

Título: A Rosa e a Adaga
Autor(a): Renée Ahdieh
Série: A Fúria e a Aurora #2

Editora: Globo Alt
Ano: 2017
Páginas: 366

O QUE ACHAMOS:

GÊNERO: 

RESENHA

Mas sofrimento muda tudo. Porque é fácil ser bom e gentil em tempos de fartura. Os tempos difíceis eram os que definiam um homem.

Tenho lido livros que dizem sempre as mesmas coisas, histórias óbvias, personagens rasos, ou então dramas demais, desgraças demais, sofrimento demais. Quando eu terminei a leitura de A Fúria e a Aurora, eu senti um alívio, parecia que um mundo de opções havia sido aberto diante dos meus olhos, tudo tão diferente, os cenários, os diálogos, a lógica no insensato, tudo perfeito. A partir daí fiquei angustiada na espera da continuação.

E eu esperei, esperei e esperei. E quando finalmente A Rosa e a Adaga estava em minhas mãos, veio o medo e a tristeza. Mas por quê???? Enfim percebi o que estava acontecendo, EU NÃO ESTAVA PRONTA PARA DAR ADEUS A SHERAZADE E A KHALID. Enrolei uma semana com o livro na cabeceira para então parar de me acovardar e ler. E agora estou aqui com a sensação mais estranha do universo, escrevendo muita bobagem porque não sei nem por onde começar a resenhar. Então que tal pelo fim do primeiro livro?

No final do livro A fúria e a Aurora, uma tempestade e um ataque, fazem com que Sherazade tenha que deixar seu castelo, abandonando seu amado e sua cidade, agora destruída. Nossa protagonista encontra abrigo num acampamento junto com sua família e Tariq. Ele mesmo minha gente, seu antigo amor. Mas Sherazade não é uma mulher de se acovardar diante de uma dificuldade, então ela precisava bolar um plano para quebrar a maldição de seu amado e voltar para seus braços.

Apesar de ter achado Sherazade mais irritante do que no primeiro livro, não posso negar que a mulher é determinada.

Mesmo assim, não havia medo.

Porque, lá em cima, Sherazade perseguia o vento.

A terra não existia. Nem o céu.

Ali, ela era verdadeiramente sem limites.

O medo jamais a tomaria outra vez.

 

Apesar de ter amado o livro, não consigo fechar meus olhos para algumas imperfeições, coisas que mesmo na minha empolgação e paixão cega me incomodaram. Entendam, o livro é sensacional, mas não é perfeito.

Em alguns momentos me senti flutuando na história, sem saber em que direção a coisa estava indo, porque houveram algumas falhas de continuação. Num momento estávamos numa baita tensão, sabe aquele momento em que a leitura fica frenética e você tem aquela vontade de pular linhas ou páginas só para ver logo o que vai acontecer. Nessa hora o capítulo acabava e no início do outro a Autora mudava de cenário completamente, íamos do quente ao frio em segundos. Então no capítulo seguinte quando ela voltava ao cenário da tensão, tudo já estava resolvido. E eu ficava me perguntando. Ué mas Cuma????

A grande problemática da história, pelo menos aos meus olhos, era a maldição que fora lançada em Khalid que o impedia de ser feliz com sua amada. Pois bem, Não sei em que momento tal maldição fora quebrada. Sei o momento em que todos os atos foram praticados no objetivo de conseguir que ela fosse quebrada. Mas em um dos muitos vácuos na historia isso aconteceu. E quando voltou Khalid já estava com Artan e tudo supostamente resolvido. E eu fique novamente cheia de questionamentos, com minha cara de merda olhando para o livro, como se as respostas fossem brotar.

O final foi morno, eu esperava algo mais impactante, mas tudo aconteceu tão corrido, várias revelações ao mesmo tempo. Pessoas que eram aliadas viraram inimigas e depois aliadas novamente 03 paginas depois, confesso que fiquei meio tonta no processo…. kkkk

Eu me apaixonei por Tariq no primeiro livro e juro que fiquei muito triste por ele ter perdido seu amor, mas nesse livro a Autora tentou destruir a imagem que eu tinha dele, inclusive em alguns momentos senti que seu amor por Shazi nem era tão verdadeiro assim. Então segue aqui meu apelo.

Autoras por favor, no caso de existir um trio amoroso, vocês não precisam destruir um para tornar a escolha do outro óbvia. Então Renée, o papo é reto. Khalid é maravilhoso, mas Tariq também é. Shazi somente se apaixonou e escolheu um. Azar do outro. #Prontofalei.

Ok, a história tem vários furos, carece de lógica em algumas partes, o final foi medíocre, então porque porra eu amei o livro? Por dois motivos. Khalid e a escrita da Autora.

O som gostoso da sua gargalhada penetrou na pele dele, aquecendo os cantos mais gelados de sua alma.

 

Assim como no primeiro livro, Khalid me colocou na palma da mão e fez de mim massa de modelar. Sua paixão por seu povo, sua determinação, integridade e acima de tudo isso seu amor por Sherazade, era de arrepiar e eu senti tudo isso… Vivo e profundo.

– Você é tudo o que sou.

– E você é tudo o que serei.

 

A narrativa da Autora é algo curioso, a descrição dos cenários era tão realista que me senti andando no deserto com o vento batendo no meu rosto, o calor excruciante e a areia incomodando meus olhos. A riqueza de detalhes com que tudo fora narrado, a forma envolvente faz dessa duologia um sucesso, sinto como se os personagens fossem meus amigos.

Se eu tivesse uma forma de entrar nesse livro, faria algumas coisas. Ficaria amiga de Artan, adorei o sujeito, Tentaria me aproximar de Omar e o mais importante, partiria na missão de conquistar o coração de Tariq…. (suspiros).

Agora o momento tão temido, o de dizer Adeus. Termino aqui, fecho meu livro, finalizo essa resenha, já com saudades de Khalid, e com minha cabeça no deserto.

– Já que na pode dizer, pode ao menos me contar quanto me ama?

Khalid roçou a ponta do nariz na orelha dela, com um sorriso de gratidão nos lábios.

– Das estrelas, para as estrelas.

 

Se Recomendo. SIMMMMM com todo meu coração.

Romântica por natureza, choro, sofro e vivo as histórias e estou com uma vontade imensa de compartilhar essas emoções.

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